2ª - 19 Setembro 2001 (16horas)
Que pessimismo irritante que m irrita!!
E destrói!!
E vive em mim à espera de uma oportunidade para terminar a peça.
Teatro absurdo, a vida.
Tantas comédias e eu perdida no meu drama existencial.
Para quê pensar, questionar?! De nada serve, em nada nos alimenta.
Só consome o interior e torna o exterior imprevisível.
Tens de ser esperta.
Mas não podes pensar muito.
Atrapalha...
O que existe é o certo, todo o resto é o mal, o proibido...
Pecado original!!
Por isso sofremos.
Que seria de nós sem a dor?!
O que é que preencheria os telejornais e o coração das pessoas??!
E a dor assume todas as formas: a dor de orgulho, de criança quando lhe tiram o xupa da boca, de ofensas e guerrilhas.
Meu Deus!!
Falsas dores!!
Que servem de pretexto para tudo.
Até para matar milhares de pessoas, explodir aviões contra prédios.
E "brinca-se" ao esconde e foge, ao caça e apanha, como se de uma brincadeira se tratasse.
É mesmo isso!
A vida é tão curta, vamos passar o tempo a destruir.
Pretextos e motivos à descrição. Todas as maneiras, feitios e gostos. Leve 3 pague 1!!
Que faço eu "aqui"?!
Tudo se destrói.
O que m rodeia é que é pessimista!! Só tento respirar ar puro, mas já nada tem aquele aroma inconfundível de vida, paixão, calor…
Tudo é seco, abafado, transborda de insensatez e insanidade.
Ou serei eu a louca?!
Sei que me sinto.
Louca!!
Perdida!!
Pedrada!!
Adormecida para este mundo.
De que serve contar o segredo se ninguém ouve, ninguém se importa, ninguém se interessa...
Assisto...
Já não intervenho.
De que serve?!
De nada.
De nada...
E nada mais que isso...
Infelizmente.
Assisto...
Talvez um pouco impaciente.
De nada serve falar ao coração dos Homens se ate os telemóveis estão sempre ocupados.
(...)
Mas a morte não é nada comparada com a vida, a vida exige muito mais coragem e perseverança.
Eu espero pela morte, tentando ser corajosa pela vida.
A morte é o fim.
É a vida que nos revela tudo.
Mas ninguém vive!!
Que se passa?!
Porque sofrem e fazem sofrer com tanta facilidade??!
E gostam!!!
Estranho vício.
Estranho prazer...
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