sexta-feira, 11 de junho de 2010

felt th heart


"Sinto-me... Já há muito tempo que não me sentia assim, sentindo-me... Queria viver esse amor que me espera, mas sei que vou passar por ele acenando adeus sem parar, nem voltar atrás... Queria que pensasses em mim e sorrisses como quem experimenta sentir o sol depois de meses de Inverno...
(...) o meu coraçao acelera e sorri como quem não vê o sol há anos, preso em Invernos sucessivos e solitários (...)"

4 Julho de 2007

more of th same


"Novos rascunhos.. para tentar não escrever sobre ti... Sabia à priori que a distância física se transformaria em distância psicológica, emocional... às vezes ainda te sinto em espírito... imagem inabalável que tento apagar da memória...
É estranho! Tanto que às vezes nego qualquer envolvimento neste romance solitário... Pensava que o amor era uma invenção dos poetas, materializado no tântrico e no normal, e ainda no vulgar e no humilhatório, no poder, no sacrifício...
(...)
Estaria triste se a solidão já não fizesse parte de mim... sentir-me-ia abandonada por um deus em quem não acredito se não fosse amoral e nada a favor da religião... pensaria que a minha vida não seria mais do que isto se não acreditasse que tem de haver um plano maior, algo a se cumprir, detalhes talhados e rebuscados nas paredes do destino... destino que construo com ou sem vontade... (...) Espero pelo amanhã... (...)"

16 Março 2007

altered state of mind...


Não sinto nada para escrever...
Como se escreve sem sentir?
Como se sente quando se inala 1/2 gr. de cocaína?!
O silêncio e a neutralidade das cores faz-nos endoidecer,
Porque falo comigo sem palavras...
Porque se as proferisse ninguém ouvia...
Sem ninguém ouvir não faz sentido...
Escuto-me com os meus ouvidos internos,
tão alerta neste instante...
Tentam depois traduzir para a mão e desta para a caneta tudo o que vai cá dentro!!
O que vai cá dentro?
O que tem de mais interessante que o fora?
Como se vai de dentro para fora??
Estou eléctrica...
Como se evita algo que sabemos que vai acontecer?
Mesmo que não tenha de se concretizar...
Meiga noite de um quase Inverno...
Queria deitar a cabeça no teu ombro,
mas hoje tudo ficou tristemente mais claro (...)
Como reagir a isto?!
Senão render-me...
Mas como o faço? Mais do que já fiz...
Não quero mais pensar em ti como loucura...
Instâncias mentais desequilibradas e traumas infantis por resolver...
Quanto mais tempo vou fugir para te encontrar
Sempre neste mesmo "beco" onde me encontro agora?
Porque acho que só tu me podes salvar...
Talvez já os tenha feito...
E porque espero eu então?
Porque continuo a esperar mesmo quando finjo que não pretendo nada...
E talvez não pretenda...
Só paz...
Quero-a sem ti, mas só a tenha contigo...
...
...
...
...
A caneta parou...
A mão... tem receio de escrever o que escuta...
tem receio de não saber traduzir o quanto te quero sem parecer um devaneio...
de um momento fútil...

9 Dezembro de 2005

neverending tomorrow


"Por detrás de uma indiferença total, alguma ânsia que me contraria nesta minha atitude. Como poderemos agarrar este "se" de prognóstico que é tao confortável e nada litigioso... nada de compromissos ainda com o passado, é só "um amanhã", um "como será que vai ser?", que transporta tudo e torna o dia de hoje mais perfeito do que o de amanhã... Hoje poderei questionar, reflectir, sonhar, inventar, criar, ansiar, divagar, murmurar suspiros entre dentes e olhos brilhantes que há muito não me lembro de ver no espelho, excepto miopicamente nas manhãs que me esperam todas as noites... entre a pasta de dentes e o creme que nem massajo com pressa de perder o sono... e chego à cama e nem me apetece tanto... depois de lá estar...
O único limite do desejo é não ter limites, escreveram... porque saciado o prazer, logo almeja por mais, e melhor, e maior e mais além...
Para quando o grande "despertar"? Porque me parece o amanhã tão diferente da Era de hoje? (...) O que terá restado de nós?"

27 Julho de 2006

Tripolar


"(...) o neuroticismo resguarda-me de novo, envolve-me como se nunca antes me tivesse renegado... mais calma e menos sensível, menos capaz de percepcionar coisas imperceptíveis... Menos eu, mas mais "gente", mais socializada, mas nunca conformada com o que tenho de aceitar sem poder fazer algo mais que barafustar verbalmente... Sinto-me muda!! Muda entre surdos!! E mesmo que ouvissem não conseguiriam descodificar e interpretar algo que nunca compreenderão por mais que se esforcem. Outros já sabem, como eu...
Saudade do psicotismo, tantas que agora descubro que é por isso que os episódios são cada vez mais recorrentes e duram mais tempo... Prefiro ficar por lá de uma vez do que saltitar por entre estádios intermédios... Preciso de estabilidade, por mais que ela dependa do caos total... que já o é... sem ti... (...)"

14 Janeiro de 2005