
"Novos rascunhos.. para tentar não escrever sobre ti... Sabia à priori que a distância física se transformaria em distância psicológica, emocional... às vezes ainda te sinto em espírito... imagem inabalável que tento apagar da memória...
É estranho! Tanto que às vezes nego qualquer envolvimento neste romance solitário... Pensava que o amor era uma invenção dos poetas, materializado no tântrico e no normal, e ainda no vulgar e no humilhatório, no poder, no sacrifício...
(...)
Estaria triste se a solidão já não fizesse parte de mim... sentir-me-ia abandonada por um deus em quem não acredito se não fosse amoral e nada a favor da religião... pensaria que a minha vida não seria mais do que isto se não acreditasse que tem de haver um plano maior, algo a se cumprir, detalhes talhados e rebuscados nas paredes do destino... destino que construo com ou sem vontade... (...) Espero pelo amanhã... (...)"
16 Março 2007
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