Não sinto nada para escrever...
Como se escreve sem sentir?
Como se sente quando se inala 1/2 gr. de cocaína?!
O silêncio e a neutralidade das cores faz-nos endoidecer,
Porque falo comigo sem palavras...
Porque se as proferisse ninguém ouvia...
Sem ninguém ouvir não faz sentido...
Escuto-me com os meus ouvidos internos,
tão alerta neste instante...
Tentam depois traduzir para a mão e desta para a caneta tudo o que vai cá dentro!!
O que vai cá dentro?
O que tem de mais interessante que o fora?
Como se vai de dentro para fora??
Estou eléctrica...
Como se evita algo que sabemos que vai acontecer?
Mesmo que não tenha de se concretizar...
Meiga noite de um quase Inverno...
Queria deitar a cabeça no teu ombro,
mas hoje tudo ficou tristemente mais claro (...)
Como reagir a isto?!
Senão render-me...
Mas como o faço? Mais do que já fiz...
Não quero mais pensar em ti como loucura...
Instâncias mentais desequilibradas e traumas infantis por resolver...
Quanto mais tempo vou fugir para te encontrar
Sempre neste mesmo "beco" onde me encontro agora?
Porque acho que só tu me podes salvar...
Talvez já os tenha feito...
E porque espero eu então?
Porque continuo a esperar mesmo quando finjo que não pretendo nada...
E talvez não pretenda...
Só paz...
Quero-a sem ti, mas só a tenha contigo...
...
...
...
...
A caneta parou...
A mão... tem receio de escrever o que escuta...
tem receio de não saber traduzir o quanto te quero sem parecer um devaneio...
de um momento fútil...
9 Dezembro de 2005
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