"Por detrás de uma indiferença total, alguma ânsia que me contraria nesta minha atitude. Como poderemos agarrar este "se" de prognóstico que é tao confortável e nada litigioso... nada de compromissos ainda com o passado, é só "um amanhã", um "como será que vai ser?", que transporta tudo e torna o dia de hoje mais perfeito do que o de amanhã... Hoje poderei questionar, reflectir, sonhar, inventar, criar, ansiar, divagar, murmurar suspiros entre dentes e olhos brilhantes que há muito não me lembro de ver no espelho, excepto miopicamente nas manhãs que me esperam todas as noites... entre a pasta de dentes e o creme que nem massajo com pressa de perder o sono... e chego à cama e nem me apetece tanto... depois de lá estar...
O único limite do desejo é não ter limites, escreveram... porque saciado o prazer, logo almeja por mais, e melhor, e maior e mais além...
Para quando o grande "despertar"? Porque me parece o amanhã tão diferente da Era de hoje? (...) O que terá restado de nós?"
27 Julho de 2006
Sem comentários:
Enviar um comentário