
Ansiedade esquisita... sinto que volto ao início... Estou baralhada... Nao sei o que pensar sobre nós... se é que esse termo se chega a pôr em prática...
"Nós" parece-me tao incerto neste momento... Este impasse começa a mexer comigo e na ânsia de me livrar disso poderei excluir-te também a ti... do meu mundo... Mesmo que nao da minha vida... é o mais certo... Sou sim tão perversa quanto os meus segredos... e o meu segredo é o meu mundo mental... que raramente aceita turistas curiosos...
Ás vezes nao sei o que faça... se me afaste e sublime, se ignore ou seja infeliz, se enfrente e me magoe, se me permita a mim mesmo amar?! Que faço? Tu nao sabes o que queres e eu perco-me em divagaçoes, probabilidades, estatísticas e absurdos...
(...) há uma clivagem em mim, ambivalência, dualidade de critérios, sei lá... só sei que compreendo tudo e acima de tudo respeito, mas no entanto aquela vozinha só me diz "foge enquanto é possivel, foge com todas as forças que tiveres, o mais rápido que elas te permitirem!"...
Tento racionalizar porque confio em ti, a unica grande diferença com o passado... permito-me confiar em ti... deixo-me guiar pelo coraçao porque ele insiste que "és tu"! Ainda nao tenho forças para contrariá-lo e ele ainda me consegue fazer ver o principal... o que nos liga... o que tenta fazer de EU e TU um NÓS... este amor puro, esta falta de quando nao estás, esta vontade de estar, o ombro amigo...
Quero-te fazer acreditar, mas na viagem quem ainda se torna descrente sou eu... e depois sei que chegou o fim... nao lutarias por mim por achares que o amor pode ter alguma contra-indicaçao perigosa... mas nao... só o modo como o fazemos... Dá-me a sensaçao que nunca mais te vou ver às vezes, que vais adiar o que nao se pode adiar e ignorar tudo o que se passa agora... E eu tenho tentado tanto, inutilmente, nas últimas semanas... Já nem me revolto ou protesto... se tiver que ser que seja... perder-te... ter que te deixar ir...o meu coraçao ver partir um bocado dele, arrancado à força...
E outra opçao nao tenho senao deixar-te ir... sem reclamar, sem argumentar... Voltarás? Ambos sabemos que tudo dependerá da forma como dissemos adeus...
19 Novembro 2007
Sem comentários:
Enviar um comentário